Open Innovation
Entenda como a inovação aberta/Open innovation vem revolucionando o mundo dos negócios

Foto: Banco de imagem/Gustavo Alves
Recentemente levantamos alguns assuntos interessantes para abordar neste canal e o open innovation figurou como um bom tema a ser discutido mais a fundo. Em nossas pesquisas nos deparamos com uma apresentação interessante sobre o tema, disponibilizada por Diego Remus em seu site Startupi (a apresentação pode ser vista clicando aqui).
O conceito de Open Innovation foi introduzido pelo professor Henry Chesbrough (hoje professor e diretor executivo no Centro de Inovação Aberta da Universidade de Berkeley) no seu livro Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology, em 2003, após pesquisa sobre práticas de inovação em empresas multinacionais.
O termo Open Innovation (traduzindo ao pé da letra “Inovação Aberta”) descreve um novo paradigma para a gestão da inovação no século 21 e defende a ideia de que hoje em dia, diante de um mundo repleto de informações distribuídas, as empresas tendem a cada vez mais a recorrerem à compra e ao licenciamento de patentes (Propriedade Intelectual) geradas por outras empresas, ao invés do uso apenas de suas próprias ideias e de sua própria P.I. Também existem empresas que acabam minimizando seus custos com pesquisa e desenvolvimento através de parcerias com outras empresas e instituições de pesquisa.
Ressalta-se também a capacidade que a empresa tem de articular, de forma efetiva, o uso de seus recursos internos e recursos externos (ideias, competências, projetos, infraestrutura, tecnologias, capital, dentre outros).
A inovação aberta propõe abrir as fronteiras da empresa para viabilizar inovações a partir de uma combinação interna e externa de recursos, tendo em vista dois objetivos principais:
- Absorver recursos externos (gerados fora da empresa);
- Permitir que os recursos internos que não forem utilizadas pelo negócio possam ser licenciados para fora, de forma que outras empresas tenham a oportunidade de utilizá-los.
Seria a mudança do modelo adotado atualmente por muitas empresas, conhecido como closed innovation (ou inovação fechada), que defende a ideia da retenção dos recursos internos, assim como o não uso (ou pouco uso) dos recursos externos.
Abaixo segue um quadro representando as diferenças entre os dois modelos:

Fonte: http://fastsolucoes.com.br/blog/?p=189
Com isso, estabelece-se o uso de networks entre vários agentes. Por exemplo: as empresas passam a colaborar entre si numa estrutura em rede, procurando gerar ou captar valor tanto internamente como externamente.
No Brasil existe o Centro de Open Innovation, que foi fundado em maio de 2009, e que busca incentivar a pesquisa acadêmica, possibilitando assim o encontro entre pesquisadores e praticantes, para que tenhamos cada vez mais empresas brasileiras adotando o open innovation.
Existem inúmeros cases em todo o mundo de empresas que colheram bons frutos com o open innovation. Empresas como IBM (fechou parceria com outras grandes empresas no intuito de formar um “ecossistema de inovação” para o desenvolvimento de novas tecnologias de chips), Natura (como parte de sua “parceria para inovação” a empresa mantém pesquisas com fabricante de extratos vegetais e com a Universidade Federal de Santa Catarina para a criação de novos produtos) e Procter&Gamble (atualmente mais da metade das iniciativas da P&G em pesquisa e desenvolvimento envolve pelo menos um parceiro externo) figuram nessa enorme lista.
No Brasil empresas já adotam o open innovation há um bom tempo. Podemos destacar o caso da Tecnisa, que lançou uma campanha de “open innovation” onde convocava os internautas a contribuírem com idéias para o projeto de Consciência Gerontológica da empresa.
Abaixo alguns links interessantes para quem deseja se aprofundar cada vez mais no assunto (lembrando que também estamos trazendo indicações de livros sobre o tema ao final do post):
- Centro de Open Innovation/Brasil (muito material interessante está disponível no site) – http://www.openinnovationseminar.com.br/teste/index.html
- Material interessante disponível pelo Instituto da inovação - http://www.institutoinovacao.com.br/downloads/Conceitos_Open_Innovation.pdf
- Center for Open Innovation/Berkeley – http://openinnovation.haas.berkeley.edu/
- Comunidade de prática que visa promover a interação e troca de experiências entre profissionais envolvidos com a open innovation – http://openinnovationbrasil.ning.com/
- Site com foco em User innovation do Massachusetts Institute of Technology - http://userinnovation.mit.edu/
Livros com foco em open innovation:

Capa do livro
Wikinomics: Como a Colaboração em Massa Pode Mudar o Seu Negócio
Don Tapscott
O livro Wikinomics – Como a interação global está mudando tudo, de Don Tapscott e Anthony D. Williams (diretores da empresa de consultoria e inovação New Paradigm, no Canadá), mostra, com uma abordagem simples e atraente, que a humanidade está entrando num segundo estágio da Revolução da Informação, que vai mudar para sempre o conceito de uma economia – e até mesmo de uma sociedade – hierarquizada e há séculos montada sobre estruturas de poder. Estas começam a decair por causa das velocidades cada vez maiores de conexão da internet, que dão mais poder às pessoas comuns e lhes permitem interferir nos processos de produção de conhecimento e no próprio consumo.
Encontre esse livro clicando aqui.

Capa do livro
Open Innovation
Chesbrough, Henry William
In today’s information-rich environment, companies can no longer afford to rely entirely on their own ideas to advance their business, nor can they restrict their innovations to a single path to market. As a result, says Harvard Business School professor Henry W. Chesbrough, the traditional model for innovation – which has been largely internally focused, closed off from outside ideas and technologies – is becoming obsolete. Emerging in its place is a new paradigm, ‘open innovation’, which strategically leverages internal and external sources of ideas and takes them to market through multiple paths. This path-breaking analysis is based on extensive field research, academic study, and the author’s own longtime experience working in Silicon Valley. Through rich descriptions of the innovation processes of Xerox, IBM, Lucent, Intel, Merck, and Millennium, and the many spin-offs that have emerged from these firms, ‘Open Innovation’ shows how companies can use their business models to identify a more enlightened role for R&D in a world of abundant information, better manage and access intellectual property, advance their current business, and grow their future business. Arguing that companies in all industries must transform the way they commercialize knowledge, Chesbrough convincingly shows how open innovation can unlock the latent economic value in a company’s ideas and technologies.
Encontre esse livro clicando aqui.




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diHITT
16 de novembro de 2009 - 19:56 - Por Marcos Teles
Muito bom o artigo, explica de forma fácil e mostra o caminho para quem quiser se aprofundar no assunto.
Faltou citar a Embraer, que há algum tempo desenvolve areonave com parceiros e fornecedores.
14 de novembro de 2009 - 3:28 - Por Ebrael Shaddai
Realmente, o conceito de propriedade intelectual é um conceito hj muito questionado. Acho que as pessoas/empresas que abriram seu capital intelectual ganharam muito (talvez menos ainda que as protegidas pelo “direito”) abrindo seu capital intectual. Damos como exemplo as empresas que colaboram para os sistemas tipo “Linux/Unix”. Elas, indiretamente, ganharam muito, pois o sistema em si gratuito e aberto à edição gerou uma demanda por ferramentas mais especializadas, além de sites que pudessem dar suporte aos milhões de novos usuários pelo mundo, além de cursos e graduações específicas, para a formação de quadros funcionais de extrema qualidade nas Instrutorias das empresas.
Isso tudo, gerado pela semeadura livre, mas como lucro, pois a colheita é obrigatória”. Jesus poderia ser consultor!! kkkkkkkkk…muito dinheiro gerado por algo aparentemente simples e gratuito!!
Abraços!!
13 de novembro de 2009 - 23:05 - Por Henrique
Bom seria se todas as empresas se utilizassem do open innovation. Desenvolveríamos muito mais em menor tempo. O verdadeiro poder da colaboração.