Outros benefícios do uso da toxina botulínica
Já se foi o tempo em que a aplicação da toxina botulínica se restringia a melhorar apenas as rugas de expressão

Benefícios da toxina botulínica. Foto: Divulgação
Já se foi o tempo em que a aplicação da toxina botulínica se restringia a melhorar apenas as rugas de expressão ao redor dos olhos e na testa. Se isso já era o suficiente para esta técnica ser um sucesso nos consultórios de Dermatologia, imagine agora, depois que vários estudos científicos comprovam os novos benefícios desta aplicação, e após o aprimoramento da técnica, que está cada vez mais natural.
Hoje já se sabe que a aplicação de Botox atenua as rugas, suavizando a expressão facial. Mas, além disso, o uso do Botox também melhora o aspecto da pele, pois atua sobre as glândulas de suor que produzem a gordura natural, diminuindo a oleosidade.
Outro ponto interessante é em relação às dores de cabeça. Estudos já comprovaram que pacientes que sofrem com enxaqueca melhoram com a aplicação cosmética da toxina botulínica. Isso mesmo: ao fazem o Botox para as linhas de expressão, muitos pacientes ficam livres da dor de cabeça durante o período em que a substância está agindo.
A toxina botulínica também melhora o contorno facial, que tende a desaparecer com a idade, devido à flacidez da pele e dos músculos da face. Neste caso, podemos fazer a aplicação no 1/3 superior da face para as ruguinhas de expressão e no contorno facial para um efeito lifting na mesma aplicação. Além de todos esses benefícios, já se observou que as rugas que já estão marcadas na pele tendem a atenuar a cada aplicação.
Acne é cada vez mais comum em mulheres adultas
As espinhas estão entre os principais motivos de consultas ao dermatologista

Foto: Divulgação
As espinhas estão entre os principais motivos de consultas ao dermatologista. Elas aparecem naturalmente na adolescência, mas também podem incomodar mulheres com pouco mais idade. Na maioria dos casos aparecem em mulheres dos 25 aos 30 anos, e esse problema tem se tornado cada vez mais comum nos consultórios.
É o que chamamos de acne da mulher adulta. Ela tem início tardio e pega de surpresa as mulheres com o aparecimento de cravos e espinhas justamente no período em que deveriam começar os tratamentos de prevenção ao envelhecimento da pele.
Geralmente o principal motivo tem base em uma alteração hormonal, como a síndrome dos ovários policísticos, em que problemas hormonais causam sintomas como oleosidade da pele, espinhas, queda de cabelo, irregularidade menstrual, entre outros. Outro fator é o estresse, que também pode interferir nessas alterações hormonais, com o aumento do cortisol, que estimula as glândulas sebáceas. Por isso, em paralelo ao tratamento, é importante uma avaliação hormonal nas mulheres adultas que apresentam acne.
Vale observar ainda a maquiagem e o uso exagerado de cosméticos. Isso porque eles também ajudam a desencadear ou piorar a acne nesta idade. As maquiagens, por exemplo, podem obstruir os poros, e se forem oleosas o resultado é ainda mais desagradável. E os cosméticos, se utilizados de forma indiscriminada e sem orientação de um dermatologista, podem não ser adequados ao tipo de pele.
É bom ficar atenta ainda ao princípio ativo do cosmético, já que é de extrema importância na hora da escolha do produto correto para sua pele, e também no momento de escolher a base que vai usar. Isso significa que não basta saber que benefício o creme vai trazer para pele, mas se ele é realmente indicado para seu tipo de pele – visto que peles oleosas ou mistas pedem produtos livres de óleo, ou seja, produtos em gel ou sérum, por exemplo.
O importante é saber que, após a avaliação do dermatologista para definição da causa, e de quais os tratamentos e cuidados adequados, a acne da mulher adulta pode ser controlada. E com isso, o caminho fica livre para os tratamentos de rejuvenescimento.
Manchas sob controle
Já é possível contar com tratamentos eficazes contra o melasma

Melasma: cuidado constante
O melasma é uma alteração da pigmentação da pele, muito comum como queixa principal em consultas. São manchas acastanhadas claras ou escuras que aparecem nas áreas mais expostas da face, como bochechas, dorso do nariz, região frontal, colo e antebraços.
Cerca de 90% dos casos ocorrem em mulheres, especialmente em pessoas de pele morena, latinos e orientais, e em países de clima tropical como o nosso.
A causa do melasma não está tão bem definida, mais os principais fatores são alterações hormonais (uso de anticoncepcionais, tratamentos hormonais, reposição hormonal e alterações hormonais da gestação), exposição solar e a predisposição genética.
É uma alteração crônica – e, como toda doença crônica, tem um tratamento muitas vezes difícil, com um alto índice de recidiva das manchas após uma interrupção, daí a necessidade de uma manutenção constante.
O tratamento é feito à base de medicações tópicas que podem ser fórmulas prescritas pelo dermatologista ou medicações tópicas halopáticas, sempre acompanhadas do uso de filtro solar diariamente.
Como o sol é um grande vilão nesse caso, e um dos principais fatores de recidiva das manchas, o filtro solar é um elemento fundamantal em todas as modalidades de tratamento para o melasma e na manutenção pós-tratamentos.
Nos casos mais resistentes aos cuidados tópicos convencionais, o Dermatologista pode lançar mão de peelings, mecânicos ou químicos, para promover uma descamação controlada da pele, na tentativa de clarear as manchas.
Como terapêutica mais moderna e que tem apresentado bons resultados, temos os lasers fracionados, Pixel e Fraxel, que promovem também uma renovação celular na pele, com descamação e clareamento das manchas. O laser pode atingir as camadas mais internas da pele e chegar em manchas mais profundas que as medicações tópicas ou os peelings quimicos não atingem.
Tanto o laser quanto os peelings podem ser feitos como forma isolada de tratamento ou em associação com medicações tópicas de uso domiciliar de acordo com a orientação do médico.
Para que o tratamento tenha um bom resultado, é muito importante entender que a pele com melasma é uma pele delicada e muito susceptível a manchas e que o procedimento não pode ultrapassar o limite de sensibilidade dessa pele. Isso significa que há uma linha muito tênue entre um tratamento que leve a uma melhora das manchas e outro que leve a uma agressão da pele e à piora do quadro. Por isso o processo é muitas vezes longo e vai depender muito da resposta da pele que está sendo tratada.
Outro ponto importante é a documentação fotográfica, que deve ser feita antes do início do tratamento, durante e no final. Hoje a tecnologia já permite fotos computadorizadas, com padronização perfeita e efeito ultravioleta que permite detectar manchas ainda não vistas a olho nu. Tudo isso é importante para avaliar a eficácia da técnica utilizada para cada caso.
Mas não podemos encarar o melasma com um problema sem solução. A tecnologia que hoje dispomos é eficaz e traz bons resultados se for bem conduzida. O mais importante é saber que este é um cuidado para o resto da vida, devido à facilidade com que as manchas reaparecem, e ter um bom diálogo com o dermatologista, para que todas as dúvidas sejam esclarecidas.
Sol, sal, maresia… e nossos cabelos, como ficam?
Uma olhada mais atenta aos rótulos dos produtos pode ajudar a manter a saúde dos fios nessa época do ano.
Uma grande preocupação, principalmente das mulheres, nessa época do ano, é com os cabelos. Com as agressões sofridas pela exposição solar, pelos banhos de mar e piscina, pela maresia, lavagens excessivas e chapinhas, o saldo no final do verão é sempre o mesmo: um cabelo mais ressecado, com pontas duplas, cor desbotada.
Geralmente, quando vamos nos expor ao sol, pensamos em proteger a pele, o que é correto, mas esquecemos dos cabelos. O sol em excesso também danifica os fios, pois os raios UV alteram as pontes de ligação dos aminoácidos, responsáveis pela força da fibra capilar, resultando na oxidação e quebra do cabelo. Toda essa agressão diminui a camada natural de gordura que temos ao redor dos fios, nossa hidratação natural, que funciona com uma proteção contra as agressões externas. Sem essa proteção, eles ficam mais ressecados e vulneráveis.
Antes de pensar, porém, em recuperar os cabelos dos estragos deixados pela temporada de verão, o ideal é tentar proteger os fios dessas agressões.
O PH dos cabelos é ácido, assim como o da pele, entre 4,5 e 5,0, e os produtos do dia a dia devem manter esse PH para não alterar essa camada de gordura dos fios. Escolha shampoos mais suaves, adequados para o seu tipo de cabelo, e de preferência livres de substâncias que fazem espuma em excesso, como o sulfato, pois elas ressecam a fibra capilar.
Assim como hidratamos nossa pele, é importante fazer o mesmo periodicamente com o cabelo, principalmente se for muito ressecado e comprido. Para isso, dê preferência a produtos que contenham ácidos graxos essenciais, lanolina, aloe vera, óleos essenciais e antioxidantes como os aminoácidos da seda, entre outros. Essa hidratação serve com um reforço para aquela camada de gordura natural dos fios, que falamos anteriormente, e os antioxidantes ajudam a manter a cor. Usar produtos à base de queratina também ajuda a fortalecer a fibra capilar, já que é a queratina o principal componente do cabelo.
Na hora de sair ao sol, também vale lançar mão de hidratantes capilares com filtro solar, chapéu ou guarda-sol.
Se o problema, porém, for além dos descritos aqui, ou se surgirem outras alterações no couro cabeludo ou nos fios, ou queda de cabelo além do normal, o ideal é procurar o dermatologista para uma avaliação clínica mais detalhada, um correto diagnóstico e um tratamento adequado para o seu caso.
Protetor solar na dose certa
Não basta se lambuzar de filtro na areia. Veja aqui tudo o que você precisa saber para cuidar da pele.
O sol de verão e a cor do mar do nosso litoral são, sem dúvida, um convite irresistível a um passeio na orla. Mas, antes de se expor ao sol, é preciso proteger-se adequadamente para evitar queimaduras solares agudas e o efeito do sol a longo prazo.
Na verdade, os raios solares causam um efeito nocivo cumulativo em nossa pele, responsável pelo envelhecimento e pelo câncer de pele, que está em primeiro lugar na lista dos cânceres mais comuns no Brasil.
Se não temos o hábito de utilizar o protetor solar diariamente e nem durante exposições intencionais como um banho de mar por exemplo, os efeitos dos raios UV (UVA e UVB) vão se somando ao longo do tempo em nossa pele. Na idade adulta, isso será revelado por meio de manchas escuras ou claras nas áreas mais expostas do corpo, além de lesões avermelhadas e descamativas, chamadas de ceratoses solares. Muito comuns em pessoas mais claras, estas pequenas lesões podem apresentar sangramentos, descamações e crostas, sinais que já podem indicar lesões pré-cancerosas ou câncer de pele. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, 120 mil novos casos de Câncer de pele serão diagnosticados esse ano.
O protetor solar é o nosso grande aliado no combate aos efeitos nocivos do sol, principalmente para diminuir o risco do câncer de pele, mas é importante saber a maneira correta de aplicação. O protetor ou filtro solar é composto por substâncias químicas, e deve ser aplicado 30 minutos antes de sair ao sol, tempo necessário para começar a fazer efeito. Já o bloqueador solar é feito com produtos que criam uma barreira física na pele para bloquear os raios e pode ser aplicado na hora da exposição. O produto deve ser reaplicado a cada 2 ou 3 horas ou sempre após o banho de mar e piscina ou suor intenso. O fator de proteção solar deve ser no minimo 15, diariamente, mas nesse período de verão e nas exposições intencionais, 30 ou acima de 30 é o ideal. Em crianças, o melhor é usar o bloqueador solar físico, para minimizar riscos de alergias às substâncias dos filtros químicos. A quantidade de produto aplicado também é muito importante: se a camada de filtro for muito fina, a proteção solar diminui. A quantidade correta é o equivalente a uma colher de sopa (25 ml) para cada uma dessas partes do corpo: rosto, tronco, costas e cada braço e perna. Outra maneira de se proteger melhor é usar camisetas e bonés, inclusive feitos com tecidos especiais capazes de bloquear os raios solares, além de não abrir mão do guarda-sol nas praias.
Uma informação importante: a Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD, na sua 11ª Campanha Nacional de Prevenção Contra o Câncer da Pele, organizou esse ano o Tour de Prevenção, um caminhão volante, que percorrerá 10 mil quilômetros do litoral brasileiro, de 5 de dezembro a 7 de fevereiro, com uma equipe voluntária de dermatologistas da SBD, para diagnosticar e orientar a população sobre o câncer de pele e a necessidade de proteção contra os raios UV. O Tour de Prevenção da SBD estará nas praias de Maceió no dia 16/01/10.
Tecnologia e câncer de pele
Terapia fotodinâmica é hoje opção para tratar lesões sem deixar cicatrizes

A terapia fotodinâmica: tratamento das lesões sem deixar cicatrizes
A incidência de câncer de pele tem crescido nos últimos anos de forma espantosa. Com o aumento da expectativa de vida, o diagnóstico de câncer de pele não-melanoma é cada vez mais comum. A boa notícia é que as pesquisas estão muito mais avançadas, e novas modalidades de tratamento estão sendo desenvolvidas.
O melhor exemplo disso é a terapia fotodinâmica, na qual se utilizam dois agentes diferentes: um creme com ação fotossensibilizante e um diodo emissor de luz (LED).
O tratamento funciona da seguinte forma: aplicamos o creme na lesão a ser tratada e este penetra seletivamente nas células cancerígenas. Após um período de incubação da substância, a pele é submetida à luz do diodo, provocando uma reação química nas células do tumor capaz de destruí-las sem afetar a pele ao redor.
A terapia fotodinâmica apresenta ótimos resultados, com grande eficácia na cura do tumor e com resultado estético muito bom (sem cicatrizes). Por isso, tem sido a primeira escolha de tratamento em muitos casos de câncer de pele. Como em todo o tratamento médico, é essencial o diagnóstico correto para a definição do melhor tratamento.
A terapia fotodinâmica está indicada para os casos de câncer de pele não-melanoma, lesões pré-cancerosas, como ceratoses polares, que surgem nas áreas da pele mais expostas à irradiação solar. Além de tratar a lesão já visível na pele, ela tem efeito sobre as células já danificadas pelo sol ainda não visíveis ao exame, melhora a qualidade da pele e promove um fotorejuvenescimento.
É hora de uma boa limpeza?
Um dos mais básicos tratamentos dermatológicos, a limpeza de pele manual continua indispensável na era da tecnologia

Sempre feita por um bom profissional, a limpeza deve ser o ponto de partida para o tratamento dermatológico.
Sol, maresia, poluição, maquiagem diária… Será que não está na hora de fazer uma limpeza de pele? É natural que com todos esses fatores externos a pele fique mais obstruída, acumule aqueles cravinhos escuros na região do nariz e queixo, descame com mais facilidade e fique mais opaca e sem uniformidade.
Sempre feita por um bom profissional, a limpeza deve ser o ponto de partida para o tratamento dermatológico, servindo como preparação inclusive para procedimentos mais complexos, como os peelings e os lasers.
Cada sessão dura cerca de 1h a 2horas e inclui várias etapas. Tudo começa com uma avaliação para saber o tipo de pele, se o paciente está fazendo uso de alguma medicação ou cosmético que possa interferir no procedimento e para escolher os produtos que serão usados. Só então a pele é demaquilada, limpa com sabonete ou leite de limpeza, esfoliada e tonificada para ficar com pH estável.
Antes da extração dos cravos, faz-se compressas com algodão embebido de solução emoliente junto ao vapor ou uma máscara térmica. Isso facilita a retirada sem traumatizar a pele e torna o processo de extração mais confortável. Geralmente a extração é manual, com o dedo envolto em algodões, mas há vezes em que se torna necessário o uso de extratores de comedão ou de uma agulha descartável para retirada de comedões fechados ou miliuns.
Feita a extração de toda a área, é a vez de entrar em cena um aparelho de alta freqüência, com ação bactericida e cicatrizante. Quando a pele é do tipo seca, faz-se hidratação e massagem facial. Já quando se trata de pele acneica ou oleosa, a massagem é evitada por ativar a secreção sebácea. Para finalizar, aplica-se uma máscara de acordo com o tipo de pele, calmante, hidratante, secativa ou clareadora, por 15 a 20 minutos e, depois, um bom filtro solar. Na maioria das vezes, após a extração, é possível ainda complementar a sessão com o LED, um Diodo emissor de luz, com ação cicatrizante e bactericida e que ajuda na absorção dos ativos usados na hidratação.
Uma boa limpeza de pele não deve deixar marcas: o rosto sai do procedimento mais bonito, com brilho e viço recuperados e é só fazer uma boa manutenção em casa para prolongar seus efeitos, com produtos indicados pelo seu dermatologista. É ele quem também pode lhe orientar sobre a freqüência que você pode repetir o processo.
Mitos e verdades sobre a acne
Somente um dermatologista está apto a avaliar seu grau de acne e indicar o tratamento preciso para seu caso

Luz azul de aparelho age, principalmente, na infecção bacteriana. Foto: Banco de Imagens
Mais do que um problema estético, a acne é uma doença que precisa de tratamento especializado o quanto antes. Somente um dermatologista está apto a avaliar seu grau de acne e indicar o tratamento preciso para seu caso, que pode incluir desde o uso de antibióticos até substâncias como a isotretinoína, em forma tópica ou oral. Veja algumas das principais dúvidas e mitos que chegam ao consultório – e livre-se desse problema da forma correta:
Não devemos espremer as espinhas?
Verdade. Talvez este seja o conselho mais conhecido e também o mais ignorado no que se refere ao tratamento da acne. Mexer nas espinhas, por maior que seja a tentação, só serve para agravar a inflamação – ao fazer isso, as bactérias são espalhadas, piorando as lesões e aumentando as chances de aparecerem cicatrizes.
Quem tem acne não deve usar maquiagem?
Mito. O fato de uma pessoa ter espinhas não a impede de usar sombra, blush, base ou pó. O problema é que, geralmente, esses produtos contêm óleo em suas composições, o que obstrui os poros e piora a acne. Para conseguir uma pele lisinha e maquiada, o recomendável é usar produtos oil free ou não comedogênicos.
O sol ajuda a secar as espinhas?
Mito. Apesar de uma pele bronzeada disfarçar as espinhas, o sol é apenas uma medida paliativa: ficar muito tempo sob seus raios danifica os folículos e entope os poros, agravando a acne. Assim, é sempre recomendável o uso de um bom filtro solar oil free, tanto para prevenir a acne como também o envelhecimento precoce e o câncer de pele.
Pasta de dente ou máscara de aveia ajudam a melhorar a acne?
Mito. Qualquer tratamento de pele deve ser indicado por um dermatologista qualificado. E, para acne, as receitas dadas por vizinhos ou amigos devem ser evitadas – usar pasta de dentes, vick ou máscaras de banana com aveia, por exemplo, não tratam espinhas. O que elas podem fazer, na verdade, é apenas piorá-las.
Cuidando das manchas no verão
Uso do filtro solar antes de sair ao sol é fundamental

Beleza da pele depende de cuidados. Foto: Divulgação
Quem tem manchas na pele sabe que com chegada do verão elas tendem a piorar. Por isso, o cuidado deve ser redobrado. Mas será que, mesmo no Nordeste, durante um verão tão intenso, é possível continuar tratando as manchas? Ou ao menos conservar a melhora obtida durante o tratamento no inverno?
As manchas escuras que aparecem em áreas expostas da pele, principalmente na face, têm nome: melasma. Elas aparecem com mais freqüência nas mulheres que nos homens.
Sua verdadeira causa ainda não está totalmente esclarecida, mas os hormônios, gravidez e o sol são fatores desencadeantes, e sabemos também que existe uma predisposição genética.
É uma condição crônica, e por ter um caráter genético, não tem cura. O tratamento tem finalidade de melhorar o máximo possível asmanchas por meio de medicações tópicas como cremes locais. Outras formas de tratamento também produzem bons resultados, como os peelings químicos e o Laser Fracionado.
Tão importante, porém, quanto tratar as manchas, é fazer uma manutenção adequada do tratamento, já que o melasma retorna com muita facilidade. Para não perder todo o trabalho feito no inverno, alguns cuidados são fundamentais:
- Aplique o filtro sempre 30 minutos antes de sair ao sol e não se esqueça de reaplicá-lo a cada duas horas. O cuidado com o filtro solar é um dos pontos mais importantes no tratamento, pois o sol é um dos principais fatores desencadeantes do melasma.
- Evite também a exposição direta ao sol e use sempre chapéu.
- É possível, sim, manter o uso de medicações tópicas clareadoras durante o verão desde que você opte por um produto com formulação adequada para a estação.
- Procure o seu dermatologista para que ele lhe oriente na prevenção e tratamento adequados para esta época do ano.
“Vem chegando o verão…”
Para fazer bonito na estação vale a pena lançar mão de tratamentos estéticos e cuidar da saúde
Os dias lindos de sol já chegaram no Nordeste e é quase irresistível não querer dar “aquela voltinha” na praia. Mas a vontade vai embora quando chega a hora de comprar o biquíni novo! A gordura localizada e a celulite, nossas velhas inimigas, insistem em atrapalhar os finais de semana e isso vale também para os homens. Mas a tecnologia está do nosso lado nesta batalha centenária.

Nada como curtir o verão de bem com a vida. Foto: Dns Foto Digital
Há pouco tempo não se falava em se livrar da celulite, que é uma inflamação da gordura que fica na camada interna da pele, que dá aquele aspecto de “casca de laranja”. Hoje, os tratamentos modernos não só melhoram esta inflamação como também estimulam o colágeno da pele e assim melhoram o contorno corporal.
É o caso do Velashape, aparelho que se tornou uma das melhores armas contra a celulite no último ano, com resultados incríveis, e que agora acaba de ganhar um a versão mais moderna, que tem resultados ainda melhores, em menor tempo, pois está mais potente.
Mesmo com tanta tecnologia, e com resultados tão surpreendentes, existem fatores importantes que devem ser observados para que possamos chegar a um objetivo. Os tratamentos corporais devem ser realizados por uma equipe multidisciplinar, com o dermatologista, fisioterapeuta e nutricionista. O paciente também é parte ativa do tratamento.
Exercícios físicos regulares, uma boa alimentação – não é dieta, é uma nutrição adequada para seu caso -, e não faltar as sessões do seu programa de tratamento são pontos decisivos para alcançar bons resultados. É também importante lembrar que tempo é ouro. Se você pretende começar o ano com o corpo em dia, já está na hora de fazer sua avaliação para começar o seu tratamento. Não existe mágica, os tratamentos corporais duram no mínimo um mês e meio.
Vale lembrar: “voltinha na praia” só antes das 9 da manhã e após as 15 horas, sempre com filtro solar.
Aproveite bem o verão!

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