Edson Mororó Moura, o visionário fundador do Grupo Moura
Químico industrial iniciou em 1957 a empresa que hoje é líder do setor automotivo na América Latina

Edson Mororó Moura, o visionário fundador do Grupo Moura. Foto: Divulgação
Químico industrial formado pela Universidade Federal de Pernambuco, Edson Mororó Moura começou a fazer baterias em 1957 no quintal de uma casa em Belo Jardim, no agreste de Pernambuco, a 187 Km do Recife. Mesmo em uma cidade em que só existia um único carro e faltava de tudo (desde água à mão-de-obra industrial), “doutor Edson”, como era chamado pelos mais de dois mil funcionários do atual Grupo Moura, lançou-se ao desafio de produzir baterias.
Paulo Sales, engenheiro mecânico e atualmente é co-Presidente da Baterias Moura, diz que “doutor Edson” em referência às enormes dificuldades iniciais, citava a metáfora do besouro, “que não voaria se tivesse consciência da sua inadequação para a empreitada”.
Edson Mororó Moura lembrava que o inseto, teimosamente, desafia as leis da aerodinâmica e com sacrifício alcança a velocidade necessária para voar. Da mesma maneira, a Baterias Moura enfrentou as adversidades de uma empresa criada a mais de 50 anos atrás no interior de Pernambucano, crescendo vertiginosamente com o passar do tempo e alcançando o patamar de líder na América Latina.
Como acontece com a maioria das empresas que se iniciam, conseguir recursos e realizar um projeto competitivo foram os maiores desafios. Durante muitos anos a operação não gerava dividendos e não havia recursos para atingir o ponto de equilíbrio da escala.
Com a principal base no Nordeste, o grupo recebeu grandes apoios, como os incentivos concedidos às indústrias instaladas na região. A começar pela Sudene, que acolheu e incentivou o projeto, que viabilizou o primeiro grande salto da empresa. A Bateria Moura também teve o apoio do Banco do Brasil e Banco do Nordeste.
Hoje, na forma do Grupo Moura, a empresa possui cinco fábricas, sendo quatro em Belo Jardim e uma em Itapetininga (SP), um escritório central em Jaboatão dos Guararapes e uma unidade de assistência às montadoras, em Belo Horizonte.
A Moura produz anualmente mais de quatro milhões de unidades de acumuladores e equipa metade dos carros produzidos no Brasil, sendo considerada líder do setor na América Latina, exportando parte de sua produção para países da Europa, Américas do Sul e Central.
Na época de seu lançamento, 1957, o setor de autopeças brasileiro ainda engatinhava: de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), apenas 24,7% das empresas da área foram fundadas até 1960.
A razão da superação das dificuldades iniciais e o desempenho atual do Grupo Moura (que entre as exportações pernambucanas fica atrás apenas do setor sucroalcoleiro), são os valores de Edson Mororó Moura, fundador e até o final de sua vida, aos 79 anos, presidente da companhia.

Paulo Sales, co-Presidente da Baterias Moura. Foto: Divulgação/Signo
Finalizamos mais um Gente que Faz com preciosos conselhos de Paulo Sales a todos os futuros empreendedores:
1 – Trabalhar muito;
2 – Buscar resultados no curto prazo e criar condições para que os resultados de médio e longo prazo possam ser ainda maiores;
3 – Existem sempre mais oportunidades do que os meios que dispomos para usufruí-las. É preciso priorizar as ações. Para se ter sucesso, é preciso saber deixar passar muitas oportunidades aparentes;
4 – Por maior sucesso que você conquiste, nunca deixe que a arrogância o domine, pois se isto acontecer, facilmente você será mais uma de suas vítimas.
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diHITT
1 de fevereiro de 2010 - 16:26 - Por Bruna Martha rocha
Vieram a mente alguns flashs da infância, onde via a marquinha das baterias moura em toda loja de produtos automotivos. Agora sei um pouco mais da história da empresa, que por sinal, é muito interessante
31 de janeiro de 2010 - 18:57 - Por Viviane S.
Adorei a matéria sobre Edson Mororó Moura e a fantástica história das baterias Moura
31 de janeiro de 2010 - 14:27 - Por Carmen V .Lins
Leitura boa, há muito tempo conhecia a empresa, mas não sabia nada sobre ela. Gostei