18 de novembro de 2009 - 9:27 - Por Paula Felix

Em Campina Grande, 25 anos de investimentos em novas ideias

Ações integradas permitiram que o Parque Tecnológico se consolidasse com parceiros como Microsoft, HP e Nokia

Quando instituições públicas e privadas resolveram investir no Parque Tecnológico de Campina Grande, na Paraíba, tinham provas de que o negócio não seria em vão. A Universidade Federal de Campina Grande contava com a experiência adquirida com o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e já tinha abrigado em seu campus uma fábrica de equipamentos elétricos de alta frequência. No próximo mês, o Parque Tecnológico completa 25 anos, nos quais se expandiu e firmou parcerias com empresas importantes como Microsoft, HP, Nokia e Accenture.

Fotos: Divulgação

Parque Tecnológico de Campina Grande oferece diversos serviços de apoio às empresas inovadoras. Foto: Divulgação

A consolidação do parque se deu por uma ação integrada. Lynaldo Cavalcante de Albuquerque. Esse é o nome do professor que liderou a rede de contatos com as autoridades do estado e deu relevância nacional ao projeto.

O terreno de cinco hectares foi cedido por Ronaldo Cunha Lima, os recursos estatais foram articulados pelo industrial José Carlos da Silva Junior, vice-governador na época. A gestão ficou sob a responsabilidade da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB), instituição privada e sem fins lucrativos.

Em 1984, quando o parque foi criado, a atual Universidade Federal de Campina Grande era a sede do campus II da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e a UFPB disponibilizou parte dos recursos para erguer o parque.

Ofereceu ainda a peça fundamental para o desenvolvimento do projeto ao conceder professores para a Fundação PaqTcPB, que organizaram as diretrizes, registraram o estatuto e implementaram o parque. Nessa fase, os professores José Marques de Almeida, Luiz Almeida, Telmo Silva Araújo e José Geraldo Baracuhy tiveram destaque.

A partir daí, o Parque Tecnológico de Campina Grande pode dar início aos serviços de apoio às empresas inovadoras, em diversas esferas, como: orientação empresarial, elaboração de Plano de Negócios, informações tecnológicas e mercadológicas, registro e legalização de empresas e produtos, participação em eventos, treinamentos, cooperação com universidades e centros de pesquisa.

Apoio e incentivo

Segundo levantamento da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), atualmente, há 74 empreendimentos de parques tecnológicos no Brasil, dos quais 25 estão em operação, 17 em implantação, e 32 em planejamento. A instalação de parques tecnológicos no país é considerada recente, apesar do boom registrado a partir de 205, quando 49 unidades iniciaram seus projetos. Dos 74 parques tecnológicos brasileiros, sete estão na região Nordeste.

Apoio, incentivo, promoção são palavras comuns ao universo dos parques tecnológicos, cuja função é ampliar os horizontes dos empreendedores em bases sólidas, por meio de um trabalho onde é possível colher resultados. Exemplo disso são as incubadoras. A explicação dada pela Fundação resume o serviço de forma prática: “Na Paraíba, os empresários interessados em transformar suas ideias em negócios podem contar com o apoio da Incubadora Tecnológica de Campina Grande (ITCG)”. 47 empresas se enquadraram nesse perfil e estão incubadas no parque, 27 delas presencialmente.

Além das empresas incubadas, a Fundação PaqTcPB apóia e acompanha atualmente 98 empresas aprovadas no Programa Prime, desenvolvido para a primeira empresa, que atua em duas modalidades: financiamento de R$ 240 mil por empresa, liberados em dois anos, ou recursos do Programa Juro Zero, que prevê a devolução do empréstimo em 100 vezes sem juros.

Expansão

A maioria das pesquisas desenvolvidas pelo Parque Tecnológico da Paraíba pertence às áreas de tecnologia da informação e comunicação, mas outros campos do conhecimento são explorados. De acordo com a diretora-geral da Fundação PaqTcPB, Francilene Garcia, os principais parceiros do parque são Microsoft, HP, Nokia e Accentry. Ela adiantou que projetos com a Petrobras e com a Chesf já estão sendo contratados.

Para o próximo ano, está prevista a implantação do Oásis Digital, um moderno edifício empresarial, com 19 pavimentos, destinado às empresas do segmento de Tecnologia da Informação e Comunicação. O empreendimento será construído na zona especial de Ciência e Tecnologia, denominada de Pólo Tecnológico de Bodocongó.

Com informações da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba

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